Conheça a plataforma 3D desenvolvida pelo HerniaBrasil para estudo, ensino e comunicação com pacientes.
A anatomia da região inguinal nem sempre é fácil de compreender. Transformar imagens bidimensionais em uma visão tridimensional exige tempo, repetição e experiência. Foi pensando nesse desafio que desenvolvemos um modelo anatômico 3D da região inguinal, gratuito e de acesso aberto, disponível em português, inglês e espanhol, para cirurgiões do mundo todo.
A plataforma permite explorar a anatomia de forma dinâmica e intuitiva. É possível girar a pelve em qualquer direção, aproximar ou afastar a visualização, adicionar ou remover estruturas e construir o conhecimento progressivamente. Músculos, ligamentos, nervos, vasos e espaços cirúrgicos podem ser analisados individualmente e, ao selecionar cada elemento, o usuário encontra explicações objetivas sobre sua anatomia e relevância clínica.
A ideia surgiu de uma convicção que guia nossa prática diária: a anatomia é a base da cirurgia segura. Conhecer os planos anatômicos, reconhecer áreas de risco e compreender as relações entre as estruturas é fundamental para evitar complicações e tomar decisões mais seguras no centro cirúrgico.
Nós, Dra. Natália Pascotini Pereira e Dr. Paulo Henrique Fogaça de Barros, somos cirurgiões dedicados ao tratamento das hérnias da parede abdominal e profundamente envolvidos com educação cirúrgica. Essa mesma filosofia orienta o The Lab – Cadaver Lab: Anatomical Dissection of Hernia Surgery, um curso imersivo em que pequenos grupos de cirurgiões exploram a anatomia em cadáveres frescos, discutem detalhes técnicos e aprendem estratégias para tornar a cirurgia mais precisa e segura.
O modelo 3D nasceu como uma extensão digital desse compromisso com a educação. Desenvolvido em parceria com o designer Italo Marques Pessoa, ele amplia o acesso ao conhecimento anatômico e permite revisitar conceitos sempre que necessário, seja para estudar, preparar uma aula, ou facilitar a compreensão do paciente durante a consulta.
Explore a plataforma, incorpore-a à sua rotina e compartilhe com outros colegas.
Porque, quando entendemos melhor a anatomia, operamos melhor. E quem mais se beneficia disso são os nossos pacientes.


