Receber a notícia de que você precisa de uma cirurgia do tipo estoma (ou ostomia) envolve muitas dúvidas e adaptações, esse tipo de procedimento é feito na parede abdominal para criar uma via de saída alternativa para fezes e urina
Com o tempo, outra preocupação pode surgir nos pacientes submetidos a esta cirurgia: a hérnia paraestomal. Se você tem um estoma ou conhece alguém que tenha, este guia foi criado para esclarecer tudo sobre o assunto de forma simples e direta, com base nas mais recentes evidências científicas.
A hérnia paraestomal é um tipo de hérnia incisional que acontece no local onde o estoma foi criado. Pense nela como uma fraqueza na parede do seu abdômen, ao redor do estoma.
Essa fraqueza permite que uma parte do intestino ou de outro tecido abdominal se projete para fora, formando um abaulamento sob a pele, ao lado da bolsa de estomia. É uma das complicações mais comuns para quem vive com um estoma.
Os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa. Alguns dos sinais mais comuns incluem:
Muitas vezes, hérnias pequenas podem não causar sintomas e não afetar a qualidade de vida. O diagnóstico geralmente é feito pelo médico através do exame físico, mas em caso de dúvida, exames de imagem como a tomografia computadorizada podem ser solicitados.
A principal causa é a própria abertura criada na parede abdominal para a passagem do intestino. Com o tempo, essa área pode ceder. Alguns fatores aumentam o risco de isso acontecer:
A hérnia paraestomal é bastante comum. Estudos mostram que a incidência aumenta com o tempo:
A boa notícia é que hoje existem estratégias eficazes para reduzir significativamente esse risco. As diretrizes europeias recomendam fortemente o uso de uma tela de reforço (malha sintética) no momento da criação do estoma, especialmente em colostomias definitivas. Essa técnica preventiva demonstrou reduzir o risco de hérnia em mais de 50%.
A decisão de operar ou não uma hérnia paraestomal é individualizada e deve ser discutida com seu cirurgião.
O reparo apenas com suturas (pontos) não é mais recomendado para casos eletivos, pois apresenta um risco muito alto de a hérnia voltar. O padrão atual é o reparo com tela, que funciona como um reforço para a parede abdominal enfraquecida.
O tempo de recuperação varia conforme o tipo de cirurgia e as condições de saúde de cada paciente.
Em ambos os casos, é fundamental seguir as orientações médicas sobre cuidados com a ferida, alimentação e movimentação.
A complicação mais temida, embora rara, é o estrangulamento, que ocorre quando o intestino fica preso na hérnia, cortando o fluxo de sangue. É uma emergência médica que causa dor intensa, náuseas, vômitos e alterações no funcionamento do estoma.
Após a cirurgia de correção, as principais complicações podem ser:
Converse com seu médico especialista para entender qual a melhor abordagem para o seu caso.
Essa página oferece informações gerais e não substitui uma consulta médica.
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