O guideline da Sociedade Europeia de Hérnia (EHS) e da Sociedade Americana de Hérnia (AHS) classifica as hérnias de parede abdominal lombares primárias como raras e um desafio cirúrgico. As hérnias lombares de parede abdominal, frequentemente referidas como Hérnia de Grynfelt ou Petit, diferente de outras hérnias abdominais mais visíveis, podem passar despercebidas por mais tempo, tornando seu diagnóstico e tratamento um desafio.
A hérnia lombar é definida como a protrusão de órgãos ou tecidos intra ou extraperitoneais através de uma falha na fáscia transversal do abdome na região posterolateral do corpo. Essa condição é considerada rara, correspondendo a apenas 1,5% a 2% de todas as hérnias da parede abdominal.
Existem dois tipos principais de hérnias lombares, classificadas de acordo com sua localização nos triângulos lombares:
A hérnia lombar da parede abdominal não é a mesma coisa que hérnia de disco!
Enquanto a hérnia de disco ocorre na coluna vertebral, quando parte do disco entre as vértebras se desloca e pode comprimir nervos (condição tratada por ortopedistas ou neurocirurgiões), a hérnia lombar da parede abdominal acontece na musculatura da região lombar, quando há uma falha na fáscia e o conteúdo interno do abdome pode se projetar sob a pele.
Esse tipo de hérnia é tratado por cirurgiões gerais ou do aparelho digestivo especializados em hérnias da parede abdominal.
Os sintomas da hérnia lombar podem variar, mas geralmente incluem:
É importante notar que pequenas hérnias podem ser assintomáticas ou causar apenas um desconforto leve, sendo descobertas incidentalmente. No entanto, a presença de dor intensa e aumento súbito do volume no local da hérnia, acompanhados de náuseas e vômitos, são sinais de alerta para complicações graves como o estrangulamento, que requer atendimento médico de urgência.
Hérnias lombares primárias correspondem a cerca de 50% dos casos e são mais comuns em idosos. As principais causas e fatores de risco incluem:
Hérnias lombares secundárias representam cerca de 30% dos casos e estão associadas a:
Hérnias lombares congênitas correspondem aos 20% restantes e são mais frequentemente encontradas em crianças, resultando de um desenvolvimento embriológico inadequado da parede abdominal. Hérnias lombares bilaterais são extremamente raras e geralmente são de origem congênita.
O tratamento cirúrgico é a única opção eficaz para corrigir uma hérnia lombar, pois fisioterapia ou exercícios não são capazes de fechar o orifício na parede abdominal.
A cirurgia visa reparar a falha, frequentemente utilizando telas cirúrgicas para reforço, o que diminui significativamente o risco de recidiva.
A abordagem laparoscópica (por vídeo) é uma opção, e a cirurgia robótica é cada vez mais utilizada, oferecendo benefícios como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e um resultado estético superior, embora a escolha da técnica dependa da avaliação individual de cada caso.
Converse com seu médico especialista para entender qual a melhor abordagem para o seu caso.
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