Diástase Abdominal

A diástase abdominal, ou diástase dos músculos retos abdominais, é uma condição comum caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen, (os músculos do “tanquinho” ou six-pack) , criando um espaço entre eles.  

Esse afastamento ocorre porque o tecido que une esses músculos, chamado linha alba, se alonga e enfraquece. O resultado é uma aparência de flacidez muscular ou uma “barriguinha” persistente, mesmo em pessoas magras ou após perda de peso.

O que é a diástase abdominal

De acordo com as diretrizes da European Hernia Society (EHS), a diástase é definida como uma separação entre os músculos retos abdominais superior a 2 cm. Embora seja mais frequentemente associada à gravidez e ao pós-parto, a diástase abdominal também pode afetar homens e mulheres não grávidas devido a outros fatores.

Com diástase

Sem diástase

Características e sintomas

A diástase abdominal é, na maioria das vezes, uma alteração estética e funcional, mas raramente apresenta um problema grave.  O sintoma mais perceptível é uma protuberância no abdome ou “barriga” que não diminui mesmo com dieta e exercícios, especialmente após as refeições ou ao contrair o abdômen. Essa saliência pode ser notada acima ou abaixo do umbigo.

Outros sintomas podem estar associados, mas nem sempre são causados diretamente pela diástase. Isso porque, nas mulheres que já passaram por gravidez, há naturalmente um enfraquecimento global dos músculos do abdômen e do assoalho pélvico,  e é essa fraqueza, como um todo, que pode gerar:

Diagnóstico

A avaliação inicial pode ser feita durante a consulta médica, por meio do exame físico.

Em alguns casos, o cirurgião solicita exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, para medir a distância entre os músculos retos e identificar a presença de hérnias associadas.

Principais causas e fatores de risco

A diástase é multifatorial, ou seja, pode ser desencadeada por uma combinação de fatores mecânicos e hormonais, que levam ao enfraquecimento e afastamento dos músculos retos do abdômen e da linha alba. A gravidez é a causa mais comum, mas não a única.

Entre as principais causas e fatores de risco estão:

Tratamento cirúrgico da diástase abdominal

Nem toda diástase precisa de cirurgia.

Nos casos leves, especialmente no pós-parto, exercícios de fortalecimento do core e fisioterapia pélvica podem ajudar a melhorar o tônus, sintomas e a estabilidade abdominal. Importante ressaltar que exercícios não fecham a diastase mas melhoram os sintomas. 

A correção cirúrgica é indicada quando há afastamento significativo (geralmente acima de 5 cm), sintomas funcionais relevantes ou associação com hérnias da linha média. O objetivo é reaproximar os músculos retos do abdômen, restaurar o contorno corporal e melhorar a função da parede abdominal.

Técnicas cirúrgicas

Existem diversas técnicas cirúrgicas para a correção da diástase, e a escolha depende da extensão do afastamento, da presença de excesso de pele e gordura, da presença de hérnias associadas e da condição geral do paciente. As principais abordagens incluem:

Como é a recuperação

A recuperação da cirurgia de diástase abdominal exige cuidados e paciência. O tempo de recuperação pode variar, mas geralmente envolve um período de repouso de 14 a 21 dias para atividades leves, com restrições para esforços físicos maiores que exijam força abdominal por um período de 4 a 6 semanas. O uso de uma cinta abdominal pode ser sugerido no pós-operatório para dar suporte, reduzir a dor e aumentar a sensação de segurança ao se movimentar.

A diástase abdominal é uma condição comum e, na maioria dos casos, não representa um risco grave à saúde.
Ela pode impactar a estética e a função do abdome, mas o tratamento deve ser individualizado, levando em conta sintomas, estilo de vida e objetivos do paciente.

Converse com seu médico especialista para entender qual a melhor abordagem para o seu caso.

Essa página oferece informações gerais e não substitui uma consulta médica.

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